Legislativo e Fiesc vão defender partilha dos royalties
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorginho Mello (PSDB), recebeu das mãos do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Alcantaro Corrêa, o estudo técnico “Pré-Sal: Análise sobre Royalties e Implicações Econômicas para Santa Catarina”. A parceria em defesa de uma maior participação de Santa Catarina nos royalties de exploração do pré-sal foi selada no gabinete da presidência na manhã desta terça-feira (15).
Alcantaro fez uma breve explanação dos motivos que levaram a Fiesc a pedir o estudo com detalhamento de números, mapas e gráficos. Entre os citados, destaque para o aumento da produção brasileira de petróleo e gás, que passou a marca de 7% ao ano, representando um salto de 690 mil em 1994, para 1,89 milhão de barris/dia em 2008. Em 1998, a arrecadação governamental com a exploração foi de R$ 280 milhões, passando para R$ 22,6 bilhões em 2008.
A previsão é de que, com a descoberta do mineral nas camadas do pré-sal, até 2020 a arrecadação chegue a R$ 40 bilhões. A posição geográfica de Santa Catarina também foi um dos fatores determinantes para a parceria entre o setor produtivo e o poder público. Para o presidente da Fiesc, o assunto é fundamental não só para o setor industrial de Santa Catarina, mas para o estado em geral. “Precisamos nos mobilizar, juntar forças e lutar por essa causa. Numa ação forte e firme poderemos buscar mais recursos”, disse Corrêa.
O presidente da Casa afirmou que essa mobilização fará parte da Agenda Positiva, onde são incluídas as ações de interesse da sociedade catarinense. Enfático nas palavras, Jorginho Mello afirmou: “Vamos nos juntar à classe produtiva e dar o tempero político que essa causa merece”.
Fonte: Ascom/Alesc


